O governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu publicamente o modelo de atuação de seu governo na segurança pública, rebatendo discursos punitivistas extremados e detalhando as ações de investimentos, reforço do efetivo policial e articulação com os poderes públicos.
Em sua declaração, o chefe do Executivo baiano criticou a lógica da violência letal no combate ao crime:
“Eu tenho certeza que o que foi dito em São Paulo há um tempo atrás, que ‘bandido bom é bandido morto’, eu não concordo. Para mim, bandido bom é bandido preso, entregue à Justiça para ser acompanhado, levado para o presídio, julgado e ressocializado. Eu não tenho direito algum de, como cidadão ou como governador, tratar dessa forma.”
Ações e investimentos em segurança pública
Durante a fala, Jerônimo destacou o fortalecimento da estrutura das forças de segurança do estado ao longo de seu mandato:
- Contratação de pessoal: Nomeação de 11.000 novos profissionais para as forças de segurança em três anos e meio por meio de concursos públicos.
- Frota e infraestrutura: Entrega de 6.000 novas viaturas, construção de novas delegacias, batalhões e pelotões.
- Tecnologia e inteligência: Mais de 2.000 pessoas presas em oito meses com o auxílio do sistema de câmeras de reconhecimento facial.
Integração, fronteiras e educação
O governador enfatizou a necessidade de aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional para a consolidação de um Sistema Único de Segurança Pública, ressaltando o papel da União na fiscalização de divisas e fronteiras:
“A Bahia não é um estado de pessoas violentas e não temos aqui indústria de armas ou indústria de drogas. Esse material passa pela fronteira, vem de algum lugar. Temos que ter muita inteligência para atacar o andar de cima, que é quem coordena.”
Além do combate ao crime organizado, Jerônimo ressaltou que a prevenção social é pilar fundamental, destacando o compromisso com a universalização da escola em tempo integral para afastar jovens do aliciamento criminoso.
“Não abro mão de ter uma polícia com braço forte, mas respeitando os direitos humanos”, concluiu o governador.