Salvador, 01/09/2026 11:22

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Jerônimo cobra apoio federal e anuncia plano de mitigação contra efeitos do El Niño e desertificação na Bahia

andre

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Governador defende criação de unidades de conservação e aponta que impactos da estiagem vão além da agricultura, atingindo o sistema de saúde pública

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu nesta terça-feira a implementação de medidas conjuntas entre os governos estadual e federal para combater os severos impactos causados pelo fenômeno climático El Niño e pelo avanço do processo de desertificação no estado.

Em conversa com jornalistas na sede da UPB (União dos Municípios da Bahia), o governador destacou a recente publicação no Diário Oficial que prevê a criação de novas unidades de conservação ambientais. Segundo Jerônimo, a iniciativa visa regulamentar e organizar o uso do solo, conciliando a proteção do patrimônio ecológico com o turismo e a atividade econômica.

“Uma unidade de conservação coordena e organiza a exploração para o turismo e os negócios, mas assegurando a proteção do patrimônio natural. A publicação no Diário Oficial nos garante um plano adequado, com a responsabilidade que temos com o meio ambiente”, afirmou o petista.

Impacto socioeconômico e apoio ao agro

Questionado sobre os prejuízos ao setor agropecuário, pilar relevante do PIB baiano, Jerônimo ponderou que, embora o clima afete grandes produtores, as perdas mais dramáticas incidem sobre a agricultura familiar e os produtores de menor porte.

“O efeito do El Niño não escolhe pequeno, médio ou grande. Traz prejuízos aos grandes, mas ataca com mais força os pequenos, que não possuem capacidade financeira de investimento em tecnologia ou sistemas modernos de irrigação. Os mais vulneráveis precisam de ação compensatória”, defendeu.

O governador ressaltou que tem articulado com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma linha de apoio orçamentário e a distribuição de equipamentos e maquinários, via consórcios intermunicipais, para a limpeza de aguadas e a construção de novas barragens.

Jerônimo revelou ainda que cinco municípios baianos já se encontram em estado crítico de desertificação, exigindo intervenções urgentes do poder público para conter a degradação do solo no entorno dessas áreas.

Efeitos na saúde pública

O chefe do Executivo baiano chamou a atenção para o fato de que a estiagem e as altas temperaturas não acarretam apenas desabastecimento de água para consumo e criação de animais, exigindo logística contínua com carros-pipa, mas também pressionam a rede de saúde.

“O problema não é só a falta d’água. A área da saúde padece muito com o calor excessivo, que aumenta os casos de problemas respiratórios e descompensação de pressão arterial. Temos um plano que abrange diversas frentes, incluindo a saúde pública”, concluiu.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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