Candidato do União Brasil ao governo da Bahia afirma que eleitor tem liberdade de escolha e relembra gestão na prefeitura de Salvador sob três presidentes diferentes
Em sabatina concedida à rádio Piatã FM na manhã desta terça-feira (1º), o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) criticou a tática adotada por seus adversários políticos de tentar rotulá-lo como um nome “anti-Lula”. Segundo o ex-prefeito de Salvador, a estratégia dos governistas “flerta e se aproxima muito da ameaça e da chantagem” com o eleitorado baiano.
Questionado sobre a narrativa promovida pela oposição e pelo grupo do atual governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), ACM Neto sustentou que o cenário político atual difere do de eleições anteriores e que o eleitor do estado possui autonomia para definir seus votos.
“Eles desconsideram que o eleitor é completamente livre para fazer a sua escolha e vai decidir de acordo com a sua convicção”, declarou o candidato do União Brasil durante a entrevista.
ACM Neto rebateu o discurso governista de que o alinhamento partidário entre o governo estadual e o federal seria indispensável para garantir recursos e investimentos para a Bahia. Para reforçar seu argumento, ele citou a própria experiência como prefeito da capital baiana entre 2013 e 2020.
“Governei com três presidentes da República diferentes: primeiro Dilma [Rousseff], do PT; depois Michel Temer, do MDB; e, por último, Jair Bolsonaro. E aquilo nunca atrapalhou Salvador”, afirmou, destacando ter encerrado o mandato com altos índices de aprovação popular.
Apesar de defender a capacidade de dialogar com qualquer mandatário eleito para o Palácio do Planalto, Neto reafirmou seu posicionamento no cenário nacional ao citar seu apoio à pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), à Presidência da República. Contudo, ponderou que não irá constranger o eleitor que optar por combinações de voto distintas.
“Se eu for eleito governador, vou construir as pontes com o presidente que o Brasil escolher. Vou respeitar a vontade do eleitor e dar segurança a ele de que é livre para escolher”, concluiu.