Em entrevista à Rádio Metrópole, senador do PT defendeu o legado de duas décadas de governos petistas na Bahia, destacou a autonomia dos Poderes e afirmou que setores produtivos receiam o retrocesso político.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou, em entrevista concedida à Rádio Metrópole (Metro1) na manhã desta segunda-feira (10), em Salvador, que empresários, veículos de comunicação e membros do Judiciário baiano temem a vitória de ACM Neto (União Brasil) e o retorno do modelo político associado ao carlismo no estado.
Segundo o parlamentar, a sequência de gestões lideradas pelo PT na Bahia — composta por seus dois mandatos, os dois de Rui Costa e o atual governo de Jerônimo Rodrigues — estabeleceu um ambiente de liberdade e independência institucional que contrasta com a hegemonia política do passado.
“Eu estou falando porque tem muito empresário que às vezes vem e fala comigo e diz: ‘Olhe, pelo amor de Deus, você ganha essa eleição, porque ninguém quer voltar ao esquema anterior'”, revelou Wagner durante conversa com o apresentador Mário Kertész.
Ao rebater críticas sobre a permanência do mesmo grupo político no Palácio de Ondina há 20 anos, o ex-governador argumentou que a trajetória petista se divide em “três períodos diferentes”, marcados pelo estilo próprio de cada gestor, embora integrados pelo mesmo ideário de justiça social, fortalecimento da agricultura familiar e investimentos em infraestrutura no interior do estado.
Wagner também sublinhou a mudança na relação do Poder Executivo com os órgãos de imprensa e com o Poder Legislativo estadual, que, segundo ele, recuperaram a autonomia operacional. “Aqui não tem um chefe que bate na mesa e diz: ‘Não, é como eu quero’, como era antigamente, que tinha que conferir lá na sede do jornal, senão não estava valendo nada”, pontuou o senador. Ele reiterou seu apoio à reeleição de Jerônimo Rodrigues, destacando que a consolidação das instituições baianas é uma garantia democrática aprovada pelo setor produtivo local.