Salvador, 10/06/2026 18:10

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Jaques Wagner defende a política como sacerdócio e ataca mercantilização da atividade pública durante ato na Bahia

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Em discurso inflamado ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, o senador petista conclamou a participação da sociedade civil e ressaltou a origem popular das lideranças do grupo político governista.

O cenário de engajamento institucional e os rumos da representatividade pública foram os eixos centrais do posicionamento adotado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). Durante agenda de mobilização partidária no interior do estado, o parlamentar baiano subiu ao tom para rechaçar o uso de estruturas partidárias e mandatos eletivos como plataformas de enriquecimento privado, defendendo uma reocupação dos espaços decisórios por cidadãos integrados aos movimentos sociais e de base.

O congressista enfatizou a necessidade de oxigenação dos quadros partidários em contraposição ao afastamento da sociedade civil das discussões de interesse público. “Se vocês acham a política está ruim, venha para dentro dela. Não adianta dar as costas para a política. E as vezes quem não presta se mete e você vai sofrer as consequências. Então, é melhor vir para dentro da política para melhorar a qualidade da política. Nós vamos ter que trabalhar mais do que a gente já trabalhou, porque a política piorou muito”, apontou o senador baiano.

Em sua argumentação, o ex-governador traçou uma linha divisória rígida entre o livre mercado e a condução da máquina estatal, sugerindo que o espírito empreendedor deve se restringir à iniciativa privada. “A política não é negócio. Se você quer fazer negócio, abra sua empresa. Abra seu negócio na agricultura, no comércio, onde for. A política é para servir e não para se servir. A política é um sacerdócio de entrega, de querer bem, de querer ver um filho prosperar e se orgulhar, de quem vê um filho de vaqueiro virar governador do Estado da Bahia. Isso não é pouca coisa não”, acrescentou, em alusão direta à trajetória de Jerônimo Rodrigues.

O parlamentar concluiu a exposição utilizando o próprio arranjo partidário como exemplo de ascensão desvinculada de oligarquias tradicionais ou heranças dinásticas na Bahia. “Esse grupo aqui não tem nenhum herdeiro. Eu não sou herdeiro de nenhuma família política na Bahia. Rui não é, Jerônimo não é, e Otto Alencar também não é. Se construiu com seu próprio trabalho, como cada um de vocês”, finalizou Wagner, ladeado por lideranças da coalizão governista regional.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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