Deputado do PL afirma na ALBA que senador buscou preservação para não ser silenciado, compara caso a prisões do 8 de janeiro e desafia adversários a apontarem crimes.
O deputado estadual Diego Castro (PL) saiu em defesa pública do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta terça-feira (27), na Assembleia Legislativa da Bahia, rechaçando com veemência as acusações de fuga levantadas pela bancada governista após a viagem do parlamentar aos Estados Unidos. Castro definiu a saída do país como um ato legítimo de proteção pessoal e política frente ao que denominou de abusos do Poder Judiciário.
O parlamentar bolsonarista justificou a necessidade de manter a liderança ativa. “A medida de Flávio Bolsonaro, se confirmando, foi uma medida de salvação. É melhor a gente ter um líder exilado, mas com voz ativa, sem ter sua voz silenciada, do que o que estamos vendo acontecer com Jair Bolsonaro e o que aconteceu com Cleriston. Isso não é fuga, é exílio! Assistimos a mais um capítulo da juristocracia, de quem quer transformar o Brasil no seu quintal”, protestou.
Diego atacou os críticos da esquerda acusando-os de manterem duplo padrão histórico. “Esses que hoje posam de democratas pegaram em armas no regime militar, foram para Cuba fazer curso de guerrilha, assaltaram banco e hoje são tratados como heróis. Agora eu pergunto: qual o crime cometido por Flávio Bolsonaro? Bandeiras do Brasil e Bíblias? Não há nenhum elemento concreto”, questionou.
O deputado encerrou com uma conclamação à militância de direita na Bahia. “Aos conservadores e apoiadores de Bolsonaro: não tenham medo! Se faltar voz a vocês, eu serei a voz; se faltar coragem, coragem para mim não vai faltar. Seremos trincheira permanente contra o autoritarismo”, finalizou.