Deputado do PL nega influência de Trump em viagem e classifica despacho contra o senador como perseguição política monocrática.
Em manifestação na ALBA nesta terça-feira (27), o deputado estadual Diego Castro (PL) refutou a hipótese de que declarações do ex-presidente americano Donald Trump tenham servido de senha para a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. O parlamentar baiano sustentou que a decisão do senador foi provocada exclusivamente pela rapidez atípica com que medidas cautelares foram requisitadas contra ele no encerramento da contagem eleitoral.
Castro desvinculou a decisão de fatores externos. “Não vejo a fala de Trump como uma senha. O que motivou Flávio a tomar essa medida foi o pedido de retenção de passaporte apenas sete minutos após a proclamação do resultado da eleição. Isso foi automático e premeditado”, afirmou.
O deputado apontou violações a preceitos constitucionais fundamentais. “Com base em quê? Cadê o devido processo legal? Cadê a razoabilidade? Não existe a duração razoável nem para uma medida liminar monocrática. Está evidente a perseguição política. Só não enxerga quem está ideologicamente cego e coloca o interesse partidário acima de todo o Estado Democrático de Direito”, concluiu.