Questionado em entrevista exclusiva, senador petista rechaçou veementemente a suspeita de ter apresentado o ex-ministro da Fazenda a banqueiro investigado.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) negou de forma categórica, nesta quinta-feira (18), qualquer participação na aproximação entre o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a cúpula do Banco Master. A declaração foi dada em Salvador durante entrevista exclusiva à BandNews TV, no mesmo dia em que o parlamentar tornou-se o principal alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal.
Ao ser confrontado pela ancoragem do telejornal sobre suspeitas de que teria atuou como o padrinho político da relação de Mantega com o grupo financeiro sob investigação, o líder do governo no Senado reagiu imediatamente. “Não, não fui eu. Em hipótese nenhuma”, rebateu o parlamentar.
Wagner insistiu que a única indicação de sua autoria para o grupo empresarial envolveu o setor de consultoria jurídica e rechaçou possuir informações sobre os bastidores das conexões políticas nacionais da instituição financeira de Daniel Vorcaro. “Eu nunca apresentei Guido Mantega ao pessoal do Banco Master. Não sei por que caminho eles chegaram a Guido Mantega”, asseverou.
O senador buscou concentrar as justificativas de suas interações no empresário Augusto Lima, argumentando que as tratativas originais nasceram da desestatização de ativos logísticos na Bahia, sem ramificações que justificassem a atribuição de outras articulações do partido ao seu nome. “A única vez que eu apresentei, não foi a ele [Vorcaro], foi o Augusto Lima, que é o baiano que comprou a rede de supermercado e o cartão Cesta foi junto”, concluiu.
