Líder do governo no Senado classificou interlocução com a oposição como estritamente institucional e se definiu como um político “conciliador”.
Em entrevista exclusiva concedida à BandNews TV nesta Quinta-feira (18), em Salvador, o senador Jaques Wagner (PT-BA) minimizou as suspeitas levantadas pela Polícia Federal sobre sua proximidade com parlamentares do bloco de oposição, em especial o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Wagner assegurou que seus contatos nos bastidores do Congresso Nacional seguem uma conduta exclusivamente institucional e republicana, imposta pelas necessidades de articulação política do Palácio do Planalto.
Questionado sobre o teor de suas relações com o ex-ministro da gestão anterior, o líder governista enfatizou que o diálogo com espectros políticos adversários é uma premissa fundamental para o exercício de sua função. “A relação institucional. Eu me relaciono com todos os senadores, de Flávio Bolsonaro aos do PT”, pontuou o petista, relembrando que sua postura de trânsito livre entre as bancadas se consolidou durante os quatro anos em que atuou como oposição ao governo passado.
Wagner sustentou que a construção de pontes com nomes de destaque da direita e do centrão, como Rogério Marinho (PL-RN) e o próprio Ciro Nogueira, é um reflexo direto de seu perfil histórico de negociação, amplamente conhecido pelo eleitorado e pelos pares no Parlamento. “Meu estilo toda a Bahia conhece, todo o Brasil conhece, é um estilo de conciliador. Então eu converso com todo mundo, até porque nós não tínhamos maioria, depois que eu virei líder do governo, para aprovar as matérias do interesse do governo do presidente Lula”, justificou o senador.
Ele reforçou que mantém conversas regulares com o atual presidente da casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e com o ex-presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além de lideranças de todas as correntes ideológicas, sem que isso signifique qualquer tipo de alinhamento espúrio. “Não tenho nenhum tipo de restrição a dialogar com as pessoas do Senado da República”, concluiu.
