Salvador, 18/06/2026 18:19

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“Qualquer senador é procurado”, justifica Jaques Wagner sobre emenda enviada por investigado

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Alvo de operação da PF por suposta atuação em benefício do Banco Master, petista argumentou que recepção de propostas faz parte da rotina e lembrou que o governo votou contra o texto.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu-se nesta Quinta-feira (18), em entrevista à BandNews TV, das acusações da Polícia Federal sobre o suposto monitoramento de emendas de interesse de operadores financeiros. O foco da investigação reside no compartilhamento de links e minutas de textos legislativos entre o gabinete do senador e o empresário Augusto Lima, logo após a apresentação de uma proposta do senador Ciro Nogueira (PP-PI) que beneficiaria o Banco Master.

Segundo o ex-governador baiano, o recebimento e a análise de propostas sugeridas por terceiros ou por setores da sociedade civil constituem uma prática comum e regular no dia a dia do Poder Legislativo, não configurando ato ilícito ou favorecimento pessoal. “O fato que você citou de que eventualmente o Augusto Lima me mandou a emenda, é normal. Qualquer senador é procurado pelos interessados na votação de uma matéria tentando convencer a pessoa a votar naquela matéria”, argumentou o líder governista.

Para afastar as alegações de que teria atuado como o braço político dos interesses do grupo financeiro em troca de vantagens indevidas, Wagner recordou a posição oficial assumida pela liderança do governo durante a tramitação da referida pauta no plenário do Senado. O parlamentar destacou que, apesar da interlocução, o encaminhamento técnico determinado pelo Palácio do Planalto foi de total rejeição à matéria econômica patrocinada pelo banco.

“Vou repetir, o governo foi contra o aumento do FGTS, da garantia do FGTS, e eu como líder do governo encaminhei dessa forma, contra o aumento do FGTS”, asseverou o petista. Com essa justificativa, o senador buscou demonstrar que o envio dos documentos por parte dos investigados não influenciou as decisões políticas e legislativas adotadas sob a sua gestão no Congresso, resultando em um posicionamento adverso aos interesses dos supostos corruptores.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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