Salvador, 21/09/2026 10:24

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Em entrevista, Jaques Wagner rechaça ligação com o Banco Master e elenca votos contra a instituição: “Assinei a CPI e votei contra”

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Senador pontuou que contato com empresário se deu anos antes da existência do banco e demonstrou postura de independência no Senado, com assinatura de pedido de investigação e barragem de medidas favoráveis ao setor financeiro.

O senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT-BA) fez um esclarecimento detalhado nesta segunda-feira (21), durante participação na Rádio Piatã FM, sobre as recentes menções ao seu nome em apurações que envolvem o Banco Master. Com serenidade e apresentando a cronologia dos fatos, o parlamentar negou qualquer intermediação política em prol da instituição financeira e enfatizou que sua atuação no Congresso Nacional foi guiada pelo interesse público, inclusive com votos contrários a dispositivos que poderiam beneficiar a instituição.

Ao comentar uma mensagem pontual de agosto de 2024, Wagner explicou que sua relação com o empresário Augusto Ferreira Lima teve origem estritamente na venda da rede estatal de supermercados Cesta do Povo, ainda em 2018, período anterior à própria criação da instituição financeira. “Eu não tenho nada a ver com o Banco Master, nem nunca tive”, frisou o senador, lembrando que a autorização de funcionamento do banco foi concedida durante o governo federal anterior e que foi sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que os órgãos reguladores intensificaram medidas de controle e fiscalização.

Para demonstrar a postura de independência exercida em seu mandato em Brasília, Wagner ressaltou atos formais que desmontam qualquer hipótese de alinhamento com a entidade. Entre as iniciativas, o parlamentar baiano destacou ter subscrito o requerimento para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master, além de atuar ativamente pela limitação das taxas de juros no crédito consignado e se posicionar contra emendas voltadas à ampliação de garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

“Onde é que eu atuei a favor do Master? Eu assinei a CPI do Banco Master (…) Eu votei contra. Então, onde é que eu atuei a favor do Master?”, questionou o líder petista. Wagner pontuou ainda que o diálogo institucional com agentes econômicos faz parte do cotidiano do parlamento, mas reiterou que jamais direcionou votos ou posicionamentos para favorecer grupos privados: “Todos os parlamentares atuaram”, completou, reafirmando sua tranquilidade quanto à lisura de sua trajetória pública.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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