Após racha familiar em Antas, ex-presidente da ALBA descartou articulação governista e garantiu que laços afetivos estão preservados.
Presente no ato de abertura do comitê de ACM Neto em Salvador, nesta terça-feira (18), o ex-presidente da ALBA e candidato a deputado federal, Marcelo Nilo (Republicanos), comentou a dissidência política em sua base eleitoral de Antas. Na véspera, o irmão do parlamentar, o ex-prefeito Manoel Sidônio Nilo, e a prefeita Essioneide Pimentel (PP) haviam anunciado apoio ao deputado Gabriel Nunes (PSD) e à chapa de Jerônimo Rodrigues (PT).
Questionado se a aliança teria sido articulada diretamente pelo Partido dos Trabalhadores, Nilo rechaçou a hipótese e enfatizou a identidade ideológica do irmão. “Não tem nada a ver com o PT. Meu irmão, eu não tenho dúvida nenhuma que ele vai refletir e vai votar em ACM Neto. Ele é de extrema-direita, ele é bolsonarista! Bolsonarista! Não tenho a menor dúvida que vai votar com ACM Neto”, frisou.
O ex-deputado pontuou que divergências pontuais no município não abalarão a convivência pessoal, mas reafirmou a certeza de que o voto familiar permanecerá no campo oposicionista. “Na política a gente tem que ter um pouquinho de paciência. Meu irmão, eu gosto muito dele, eu não misturo família com política. Ele é meu irmão, talvez meu melhor amigo depois dos meus filhos e dos meus netos, mas eu acredito que ele vai votar em ACM Neto e vai votar em Flávio Bolsonaro, porque ele odeia o PT. Ele tem uma raiva do PT que vocês não imaginam”, finalizou.