Candidato a deputado federal criticou decisões desfavoráveis na Corte eleitoral e relembrou histórico de indicações políticas no Judiciário.
Durante a inauguração do comitê central de campanha de ACM Neto (União Brasil), realizada nesta terça-feira (18) na Avenida ACM, em Salvador, o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e candidato a deputado federal, Marcelo Nilo (Republicanos), fez duras declarações sobre a condução de julgamentos no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Nilo apontou direcionamento político em decisões recentes que o atingiram na Corte.
O ex-parlamentar direcionou as críticas à ligação histórica entre magistrados e lideranças petistas no estado. “O Maurício Kertzman é da cozinha de Jaques Wagner. Foi ele que fez juiz do TRE, fez ele desembargador, tentou fazer do STJ, mas infelizmente o currículo de Maurício não estava à altura para ser do STJ, tanto é que não votaram”, declarou.
Nilo sustentou que os reveses que enfrentou no tribunal decorrem de composições articuladas pelo grupo governista. “Infelizmente, o desembargador presidente do TRE tem me perseguido nos julgamentos do TRE, fazendo sessões absurdas. Geralmente, quando eu perco, é de 4 a 3, com o voto dele. São dois juízes dos advogados nomeados por Rui Costa, um juiz indicado por Maurício e o próprio Maurício. Nós não vamos aceitar, que a política é a arte de servir”, afirmou.
Apesar das contestações, o candidato enfatizou que sua postura histórica sempre foi de valorização do Poder Judiciário baiano. “Eu nunca enfrentei, nem jamais vou enfrentar politicamente a Justiça, porque eu tenho a Justiça baiana como imparcial. Eu tenho um respeito e admiração profunda pelo Tribunal de Justiça, tanto é que quando eu era presidente da Assembleia, passei de 36 desembargadores para 72 desembargadores. Agora, não vou aceitar é ser perseguido”, concluiu.