Deputado do PP diz que grupo aguarda convite para vice-presidência e cita Tereza Cristina como nome potencial; sobre divergências entre apoiadores de Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro, afirma que cada estado pode optar pelo melhor nome regionalmente.
Em entrevista concedida nesta terça-feira (19), diretamente da capital federal, o deputado federal Cláudio Cajado (PP) comentou o cenário interno da federação partidária para as eleições presidenciais e explicou como o grupo tem lidado com os diferentes posicionamentos políticos nos estados. A fala ocorre em meio às articulações envolvendo o apoio do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) , que tem defendido a pré-candidatura do governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) , enquanto outras lideranças da mesma base mencionam o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) como alternativa no campo político nacional.
Questionado sobre como se posiciona diante dessas divergências, Cajado afirmou que a federação ainda não fechou apoio oficial para a disputa presidencial e destacou a possibilidade de decisões regionais diferentes dentro do mesmo grupo político. “Nós aqui no Partido Progressistas e na federação não definimos candidatura a presidente. Nós estamos aguardando se haverá ou não convite para a vice-presidência”, afirmou.
O parlamentar citou ainda a ex-ministra e senadora Tereza Cristina (PP-MS) como um dos nomes colocados para compor possíveis chapas majoritárias na disputa nacional. “Nós temos a candidata Tereza Cristina, que é o nome que está apresentado como potencial candidata a vice. Se não houver uma chapa que tenha convite da federação para a vice-presidência, a tendência natural é deixar em aberto a candidatura à presidência”, explicou.
Flexibilidade política nos estados
Cajado destacou que, na ausência de uma definição nacional, os estados podem ter autonomia para apoiar diferentes candidaturas, respeitando as realidades locais e alianças regionais. “Cada estado pode optar pelo melhor nome que venha a apoiar, independentemente de oficialmente a federação se posicionar apoiando esse ou aquele candidato”, completou.
A declaração evidencia o cenário de negociação interna e ajustes estratégicos dentro da federação, que segue avaliando seu posicionamento para a corrida presidencial de 2026.
