Ex-prefeito minimiza atritos do pleito de 2022, exalta trajetória conjunta de três décadas e ressalta convergência em prol da oposição na Bahia.
Quatro anos após terem disputado o Palácio de Ondina em campos opostos com trocas de farpas públicas, ACM Neto (União Brasil) justificou nesta terça-feira (15) a reconciliação política com o ex-ministro e candidato ao Senado João Roma (PL). Em sabatina concedida em Salvador, Neto minimizou os ruídos do pleito anterior e definiu a reunificação das legendas de oposição como um passo de amadurecimento coletivo.
Perguntado sobre os discursos contundentes proferidos por Roma em 2022, quando a gestão municipal de Salvador foi duramente questionada pelo antigo aliado, Neto recorreu ao retrospecto profissional compartilhado para relativizar o período de desavenças. “Talvez aí em 30 anos de vida pública e de relacionamento com João Roma, nós tivemos dois ou três anos de distanciamento, o que acontece na política. João Roma foi meu chefe de gabinete aqui em Salvador e deu uma contribuição importante quando trabalhou comigo na Prefeitura”, assinalou.
O candidato explicou que a recomposição ocorreu tanto na esfera institucional quanto no convívio pessoal, movida pela meta comum de alternância no Executivo estadual. “Eu entendi que agora as nossas diferenças precisavam ficar de lado, e ele também, exatamente porque há um propósito maior: uma aliança pela Bahia, um compromisso de mudar o nosso estado (…) Nós recompusemos a nossa relação com maturidade, refletindo os erros que cada um cometeu”, arrematou o ex-prefeito.