Candidato afirma não possuir relação com inquérito da Polícia Federal, defende punição a infratores e separa convívio pessoal de atividades ilícitas.
Ao comentar a Operação Overclean nesta terça-feira (15), em Salvador, o candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, afirmou que os órgãos de controle devem agir com rigor contra desvios de recursos públicos, independentemente dos nomes implicados. A investigação apura fraudes na destinação de emendas e contratos de limpeza urbana, atingindo nomes da bancada do partido e o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “rei do lixo”.
Questionado na sabatina da TV Bahia sobre os vínculos com investigados que integram a estrutura partidária e mantêm amizade com ele, Neto destacou que seu nome não consta nas apurações e cobrou o avanço do processo penal. “Nós que estamos na vida pública temos que estar prontos sempre para prestar esclarecimentos, agir com transparência. E diferente do meu adversário, para mim a lei ela deve valer para todos. Então, investigação tem que acontecer (…) Quem tiver culpa que pague o preço dos erros cometidos. Quem não tiver culpa que seja inocentado e que tenha a sua honra preservada”, sustentou.
Neto frisou que, após quase dois anos de diligências, a Polícia Federal não apontou qualquer ilícito atribuível a ele. O ex-prefeito ainda fez uma distinção clara entre amizades civis e responsabilidade criminal. “No caso da Overclean, não há nenhuma referência a mim, não há qualquer tipo de investigação contra mim (…) Relações de amizade são normais, e eu nunca neguei as minhas amizades. Agora, uma coisa é amizade, outra coisa é relação política e empresarial”, concluiu.