Deputado estadual reforça que o partido elegerá grande bancada, mas defende um “filtro” ideológico rigoroso contra candidatos de ocasião que se omitiram durante as crises enfrentadas pelos direitistas alinhados com os Bolsonaros.
O deputado estadual baiano Diego Castro (PL) fez um alerta público sobre a necessidade de depuração ideológica nos quadros do Partido Liberal para as próximas disputas eleitorais. Em entrevista recente que circula nas redes, o parlamentar — que atua como advogado e tem forte alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro — demonstrou otimismo com o desempenho nas urnas, mas criticou a filiação de nomes sem histórico de lutas pela direita na Bahia.
Na avaliação do deputado, a legenda, que possui a missão de defender os preceitos de “Deus, Pátria, Família e Liberdade”, atrai oportunistas eleitorais devido ao seu atual peso político no Brasil. “Seguramente, o PL não faz menos de cinco ou seis deputados estaduais. É claro que a gente viu a entrada de quadros aí que, uns sim, têm uma coerência, um alinhamento com as nossas pautas (…). Mas outros, eu me pergunto: qual é o histórico de bandeira com a direita?”, indagou Castro.
Presidente do portal “Bahia Direita” e vice-líder do bloco de minoria na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o parlamentar endureceu o tom ao relembrar a postura de novos aliados durante os momentos de crise enfrentados por Jair Bolsonaro e por apoiadores do ex-presidente investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“A gente se pergunta: dos quadros que entraram, onde eles estavam, não generalizando, quando houve ali a prisão arbitrária de Jair Bolsonaro? Estávamos na rua mobilizando a população. Onde eles estavam no momento em que os presos políticos do 8 de janeiro sofreram lá aquela ameaça às suas liberdades? (…). Muitos dos que agora veem o PL como partido atrativo, ficaram com receio de se manifestar com medo de retaliações do STF, de Moraes”, criticou de forma contundente.
O deputado estadual ressaltou ainda que a verdadeira direita se faz presente nas mobilizações populares em tempos de adversidade frente ao Judiciário, exigindo o mesmo compromisso dos recém-chegados à sigla. “Nós estávamos lá, de maneira democrática e organizada nas ruas, denunciando essas ilegalidades. Onde estavam determinados quadros que hoje querem o PL pra se eleger?”, arrematou o político alinhado aos Bolsonaros.
