Carlos Henrique Passos alertou na ExpoTech que produtos estrangeiros entram no país sem comprovar origem nem respeitar normas trabalhistas e ambientais.
A necessidade de criar mecanismos de proteção e equilíbrio para o mercado interno deu o tom do pronunciamento do presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, no encontro de apresentação da ExpoTech 2026, em Salvador.
Para o representante industrial, enquanto as fábricas baianas e brasileiras são submetidas a rígidos protocolos de mão de obra e exigências sanitárias, mercadorias importadas desembarcam no Brasil sem passar por fiscalizações equivalentes. “Você, industrial do Brasil, você tem que fazer assim, tem que fazer assado, você tem que ter mão de obra assim, mão de obra assada. E da noite para o dia você concorre com alguém que talvez não tenha nada disso, não é?”, alfinetou Passos.
O dirigente trouxe como reflexão as recentes taxações internacionais sobre países que utilizam trabalho análogo à escravidão ou não comprovam a origem de seus insumos, apontando que o Brasil precisa adotar a mesma postura de salvaguarda. “Você começa a entender também que é uma maneira de um país se proteger daquele jeito que é produzido e que você não sabe se segue as regras daqui”, pontuou o presidente da FIEB, sinalizando que a falta de rigor na entrada de importados compromete inclusive a segurança dos consumidores.