Salvador, 24/07/2026 15:41

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Carlos Henrique Passos defende isonomia regulatória entre nacionais e importados e critica concorrência desigual: “Como competir em condições desiguais?”

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Presidente da Fieb afirmou, durante a ExpoTec 2026, que produtos importados chegam ao mercado sem cumprir as mesmas exigências legais, ambientais e trabalhistas da indústria brasileira; “O controle tem que ser o mesmo para todo mundo”, declarou.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) , Carlos Henrique Passos, defendeu, durante a 8ª edição da ExpoTec, realizada nesta sexta-feira (24) em Salvador, que os produtos importados estejam submetidos aos mesmos padrões de controle exigidos da indústria nacional. A declaração foi feita durante palestra no evento, que reúne os setores de cosméticos, saneantes e tintas.

“Você é industrial no Brasil, tem que fazer assim, tem que fazer assado. De uma hora para outra concorre com alguém que talvez não tenha nada disso. Como é que você compete quando tem condições de competitividade desigual?”, questionou Passos.

O dirigente argumentou que diversos segmentos nacionais cumprem rigorosos protocolos ambientais, trabalhistas e de rastreabilidade, enquanto itens vindos do exterior chegam ao mercado sem a mesma fiscalização. “O controle é importante. O problema é que ele tem que ser protegido com o mesmo controle daquilo que a gente compra lá fora”, afirmou.

Segundo Passos, esse desequilíbrio prejudica empresas instaladas no Brasil e amplia a dificuldade de competir com mercadorias produzidas em países que operam sob regras diferentes. Para ele, a isonomia regulatória é essencial para preservar a competitividade da indústria nacional e evitar perdas para fabricantes estrangeiros.

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