Salvador, 24/07/2026 19:56

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“Perdeu para o asiático”: Paulo Cavalcante aponta concorrência desleal e excesso de burocracia na Bahia

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Vice-presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB) alertou na ExpoTech 2026 sobre custos regulatórios que empurram empresários para a informalidade e ameaçam a produção local.

O excesso de exigências regulatórias e a falta de isonomia no tratamento entre mercadorias brasileiras e produtos importados vêm colocando a indústria nacional em desvantagem competitiva. O alerta foi feito pelo vice-presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Paulo Cavalcante, durante o evento de lançamento da ExpoTech 2026, realizado no SENAI Cimatec, em Salvador.

Ao discursar para fornecedores e empresários dos setores de saneantes, cosméticos e tintas, o dirigente ressaltou que o rigor fiscal e estatal do país não é o verdadeiro gargalo, mas sim o peso financeiro para cumpri-lo. “E mais uma vez recai no produto nacional todo um processo que o problema não é o controle, o problema é o custo do controle. E leva, inclusive, uma parte pelo menos à informalidade, porque não tem essa capacidade de acompanhar os controles estatais”, apontou.

Cavalcante explicou que as empresas cumpridoras das normas enfrentam no mercado interno itens importados de procedência incerta e sem as obrigações trabalhistas e ambientais cobradas no Brasil. Para exemplificar o impacto direto desse desequilíbrio na economia baiana, o representante da ACB citou o segmento de fabricação de pneus no estado, que perdeu espaço no mercado de reposição para fabricantes asiáticos devido à exigência de logística reversa aplicada exclusivamente às fábricas instaladas no país.

“Nós temos na Bahia uma indústria grande que é a indústria de produção de pneus. Eu já participei de inúmeras reuniões em que hoje pneu no Brasil só se consegue vender para a indústria de automóveis. Ela não consegue mais vender para a indústria de reposição. Perdeu para quem? Para o asiático”, declarou.

O vice-presidente da ACB defendeu a desburocratização dos processos produtivos e alertou para os riscos de dependência do mercado externo em momentos de vulnerabilidade global, lembrando o desabastecimento de itens básicos ocorrido durante a pandemia. “A indústria brasileira, de uma forma geral, está sendo desafiada não só por conta de um juros elevado, mas de um controle burocrático. Ninguém é contra burocracia, nós somos contra excesso de burocracia, somos contra o custo para ter uma burocracia, mas ele tem que ser protegido com o controle igual daquilo que a gente compra lá fora”, concluiu Cavalcante.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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