Salvador, 22/09/2026 20:58

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Carballal defende papel público da CBPM para mitigar riscos do setor e alerta: “A mineração é a atividade mais arriscada”

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Em entrevista a emissora de rádio em Irecê, presidente da empresa lembrou o caso de Eike Batista ao justificar a importância da pesquisa geológica estatal e destacou a Bahia como líder em diversidade mineral.

O presidente da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM), Henrique Carballal, destacou o papel estratégico da pesquisa mineral conduzida pelo Estado como ferramenta indispensável para atrair investimentos privados e impulsionar a economia baiana. Em entrevista concedida à rádio Líder FM, de Irecê, nesta terça-feira (22), o dirigente explicou que a atuação governamental no setor geológico funciona como indutora de desenvolvimento ao absorver as incertezas inerentes à prospecção no subsolo.

Carballal resgatou o contexto histórico da década de 1970, período em que o Brasil estruturou companhias públicas de mineração voltadas a desbravar áreas inexploradas e reduzir a exposição financeira do mercado. “A atividade mineradora é a atividade mais arriscada. Eu dou como exemplo o Eike Batista. Todo mundo deve lembrar de Eike Batista. Ele era o homem mais rico do mundo, tinha dinheiro de vários países e tentou encontrar petróleo no pré-sal. Ele gastou o dinheiro todo fazendo perfurações, não achava petróleo. Perdeu tudo”, pontuou o presidente da CBPM.

Segundo Carballal, o modelo das estatais permitiu que o poder público identificasse reservas viáveis para que a iniciativa privada ingressasse nos projetos com estudos técnicos consolidados e menor margem de risco. O dirigente ressaltou que, enquanto diversos estados extinguiram suas empresas de mineração nas últimas décadas, a Bahia preservou e reformulou a CBPM sob as diretrizes da gestão do governador Jerônimo Rodrigues.

Entre as transformações recentes, Carballal citou a alteração estatutária aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), que rebatizou a instituição de Companhia Baiana de Pesquisa Mineral para Companhia Baiana de Produção Mineral, autorizando a estatal a firmar parcerias mais amplas e atuar diretamente na cadeia produtiva. “Hoje, a CBPM tem uma área de trabalho muito grande. Não só pelo investimento que nós estamos fazendo aqui, mas pelas perspectivas que nós estamos trazendo para o estado da Bahia, principalmente nas questões que dizem respeito aos minerais críticos e estratégicos”, explicou.

O gestor enfatizou a relevância das riquezas naturais do território baiano para a transição energética global. “A Bahia é o terceiro estado de produção mineral, mas nós somos o primeiro estado da diversidade, ou seja, nós temos uma grande quantidade de minerais. Deus abençoou a nossa terra. Esses minerais são fundamentais para a transição energética”, concluiu Carballal, reforçando o compromisso de posicionar a Bahia na vanguarda das novas matrizes industriais e sustentáveis.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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