Em fala dura no Subúrbio, prefeito acusou o governo estadual de reter mais de R$ 20 milhões do Samu e asfixiar financeiramente a Casa da Mulher Brasileira.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), encerrou seu discurso no Alto da Terezinha, nesta sexta-feira (3), com um forte ataque à gestão do Governo do Estado. O que começou como uma solenidade de entrega de obra transformou-se em um palanque de oposição, onde o gestor municipal expôs um suposto boicote financeiro da gestão petista contra a capital.
Reis afirmou que a independência financeira da prefeitura é o que garante a continuidade dos serviços, pois não há repasses estaduais há mais de uma década. “As parcerias são boas, vou procurar sempre […] Mas também, ficar se humilhando, implorando, rogando por apoio, aí não”, disparou. “13 anos e meio, que a prefeitura não recebe R$ 1 de um convênio do governo do estado. Nunca passaram pra prefeitura R$ 1 de um convênio. Se passaram aí, eu desafio”, cravou o prefeito.
O chefe do Executivo soteropolitano também denunciou dívidas acumuladas do Estado em serviços essenciais de saúde e assistência social. “Deve pra gente mais de 20 milhões do Samu. A Casa da Mulher Brasileira, gente, tinham que repassar o dinheiro do custeio. A Casa já fez aniversário de 2 anos e nunca repassaram 1 real sequer”, revelou.
Em tom de ultimato, Bruno Reis garantiu que a capital não fechará as portas de seus equipamentos públicos. “Se fosse uma prefeitura que dependesse deles, sabe o que ia fazer? Ia fechar o serviço. Ia parar as ambulâncias do Samu, ia fechar a Casa da Mulher Brasileira. Mas não. E digo mais: paguem porque é devido. Agora, se não pagar, o serviço vai continuar funcionando do mesmo jeito porque graças a Deus tem prefeito, tem equipe, tem gestão”, finalizou.