O senador eleito Rui Costa analisou o comportamento do eleitorado baiano e as projeções para o comparecimento no segundo turno durante entrevista concedida à rádio Piatã FM nesta quinta-feira (22). O parlamentar explicou que, embora a abstenção costume registrar pouca variação no histórico das eleições gerais, fatores locais e comunitários impulsionam a participação do eleitor no estado.
“Esse é um padrão histórico. A oscilação de abstenção, ela muda muito pouco nos anos. Ela pode subir um ponto, dois pontos acima, dois pontos para baixo. Mas no caso, por exemplo, da Bahia, você tem muita gente — e não é pouca gente — que mora fora do estado, mora fora da sua cidade de origem, mas mantém o título aqui na Bahia ou na sua cidade”, afirmou o senador eleito.
De acordo com o ex-governador, a ligação direta do eleitorado com os seus municípios de origem desempenha um papel decisivo na presença às urnas, sobretudo em disputas municipais e campanhas de forte mobilização.
“A abstenção cai de forma substantiva na eleição municipal. Porque aí há uma relação mais pessoal, mais familiar. A família dele mora no município, muitas vezes parentes dele trabalham na prefeitura ou têm relação política. Então a paixão é maior, o envolvimento é maior”, destacou Rui Costa.
O parlamentar ressaltou ainda que a mobilização espontânea da população em torno do apoio ao transporte de eleitores contribuirá para reduzir o índice de ausência no pleito decisivo. “Acreditamos que vamos reduzir a abstenção aqui na Bahia porque há uma grande mobilização da sociedade”, concluiu.