Senador eleito analisa polarização na reta final da eleição presidencial, aponta riscos econômicos e destaca estratégia de diálogo com o eleitorado
O senador eleito Rui Costa analisou o cenário político do segundo turno das eleições presidenciais em entrevista concedida à rádio Piatã FM nesta quinta-feira (22). Durante a conversa, o parlamentar pontuou as particularidades de uma disputa em dois candidatos e a dinâmica de escolha do eleitor.
“Uma eleição de segundo turno é uma eleição que o eleitor não tem mais um leque onde ele pode escolher entre muitos a sua preferência pessoal, a sua identificação pessoal”, avaliou Costa.
Segundo o ex-governador baiano, o processo decisivo na reta final costuma ser pautado pela rejeição aos candidatos postos na disputa. “São duas alternativas e, normalmente, numa eleição de segundo turno, você faz a escolha pelo que menos desagrada você“, afirmou. “Necessariamente não é… você pode não ser apaixonado por nenhum dos dois candidatos. O eleitor pode não ter votado em nenhum dos dois candidatos, mas ele tem que escolher entre um dos dois.”
Nesse sentido, o senador eleito destacou que o foco da campanha governista consiste em alertar a população sobre os riscos institucionais e econômicos para o país. “Portanto, o foco da nossa campanha é mostrar ao eleitor brasileiro os riscos que o Brasil corre”, declarou.
Rui Costa ressaltou que a preocupação com os rumos da economia nacional tem mobilizado diferentes espectros da sociedade para além da base tradicional da esquerda. “E não só nós, eu diria que pessoas que normalmente não votam no PT estão alertando para isso, pelo risco tanto do Brasil virar numa Argentina — e aí o caos que está na Argentina, mais de 30 mil empresas foram fechadas, desemprego, a fome voltou”.