Postulante ao Palácio de Ondina denunciou desmonte de órgãos de fomento na época em que o atual governador chefiava a Secretaria de Desenvolvimento Rural e anunciou plano para profissionalizar a pasta da Agricultura e resgatar programas de convivência com o semiárido.
A assistência técnica rural e o fomento à agricultura familiar no semiárido baiano foram o centro das críticas do candidato a governador ACM Neto (União Brasil) à gestão do Estado durante coletiva de imprensa em Ribeira do Pombal, no domingo. Ao ser questionado sobre o abandono enfrentado por pequenos agropecuaristas após a extinção da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Neto responsabilizou diretamente o governador Jerônimo Rodrigues (PT) pelo fechamento da estrutura e apontou inoperância nos serviços estaduais de extensão rural.
“Quem acabou com a EBDA foi o próprio Jerônimo Rodrigues, mas não como governador; antes, quando foi secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia. Ele acabou com a EBDA”, disparou ACM Neto, ao responder a perguntas formuladas pelo repórter Pedro Melo, do Bahia Gazeta. O candidato descreveu a carência de orientação produtiva nas propriedades rurais do interior: “Hoje, infelizmente, a gente não vê o trabalho de extensão rural e apoio técnico ao pequeno produtor, ao homem do campo, a quem vive da agricultura familiar. Em alguns municípios, quando se tem o sindicato rural organizado, ainda existe algum trabalho; fora isso, esqueça”.
Neto propôs um choque de gestão na área agrária, reprovando o uso político-partidário das secretarias setoriais e resgatando iniciativas consagradas em administrações anteriores. “Só tem um caminho: primeiro, reestruturar a Seagri, que vai ser ocupada por um quadro técnico, diferente da postura do atual governador, que deixou a secretaria se acabar e indicou lá para qualquer partido político apresentar um nome para poder gerar emprego. Comigo não vai ser assim. Vamos fortalecer a Secretaria de Agricultura e resgatar programas como o Cabra Forte, na época de Paulo Souto, que foi muito bem-sucedido”, sustentou.
O candidato também assumiu o compromisso de conferir capacidade operacional à Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater). “O que hoje é a Bahiater, que deveria ser um braço do Estado de apoio técnico e extensão rural, mas que não funciona, nós vamos trabalhar para funcionar. Vamos garantir que haja a devida força necessária para termos um trabalho forte de extensão rural e apoio técnico na Bahia”, assegurou.