Em Salvador, secretário-geral do União Brasil classificou o financiamento público de campanhas como um vício para a política nacional e rechaçou rumores sobre desentendimento na oposição.
Durante o lançamento do movimento “Sua Voz é Nossa Voz”, realizado em Salvador nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, o ex-prefeito ACM Neto adotou uma postura firme ao responder sobre os bastidores financeiros e as articulações de seu grupo político. O líder oposicionista defendeu explicitamente a legalidade de repasses corporativos privados para os partidos e aproveitou a oportunidade para ridicularizar as especulações de um suposto distanciamento com o senador Angelo Coronel.
Questionado sobre as doações feitas pelo empresário Carlos Soares à sua legenda, Neto explicou que as tratativas ocorrem sob o escopo da executiva nacional, mas fez questão de validar o modelo de contribuição empresarial, criticando severamente o modelo de financiamento público vigente no país. “Eu, em particular, fui um crítico quando houve uma mudança na legislação brasileira, não era mais deputado à época, já era prefeito de Salvador, quando criaram esse fundo eleitoral e acabaram com a possibilidade de doação privada. Eu acho que isso piorou muito a política do Brasil. Esse fundo eleitoral, ele acabou sendo um problema que viciou a política brasileira”, pontuou o secretário-geral, ressaltando que transações transparentes e dentro dos limites da lei são saudáveis para o processo.
Além do debate econômico, a entrevista coletiva foi marcada por um momento de descontração quando o político rebateu os boatos levantados por adversários sobre tensões internas na chapa de oposição. Risonho, ele descartou qualquer desentendimento e atribuiu os rumores à falta de argumentos dos opositores baianos. “É impressionante como eles têm a capacidade de criar mentiras e loucuras, né? Essa coisa de Coronel… você tem que ver de onde tiraram isso, porque eu acho que hoje em dia eu tenho visto mais o Coronel Zé Ronaldo com Roma do que Mariana, minha esposa. A gente se vê quase todo dia. No dia que não se vê, se fala”, ironizou, reforçando que os laços pessoais e familiares com o senador antecedem a própria aliança partidária.
