Candidato garantiu diálogo aberto com gestores que apoiam o atual governo, prometeu priorizar saúde, estradas e água, e destacou conciliação entre postura institucional e lealdade à sua base histórica.
Em resposta às indagações da imprensa do semiárido baiano sobre a convivência administrativa a partir de janeiro de 2027 com gestores municipais alinhados ao Palácio de Ondina, ACM Neto (União Brasil) assegurou que adotará um tratamento estritamente institucional e republicano com as 417 prefeituras baianas. Durante entrevista concedida ao Bahia Gazeta e à Pombal FM, divulgada pelo portal Vale Comentar, o postulante criticou a prática de retaliação a adversários que atribui aos governos petistas e garantiu que as demandas essenciais da população não serão travadas por divergências partidárias.
“Relação de parceria e trabalho. Acabou a eleição, palanque tá desmontado, eu vou chamar todos os prefeitos da Bahia. Existem questões que são essenciais para o nosso estado e para o futuro dos baianos: educação, saúde, desenvolvimento, melhoria da infraestrutura, realização de promessas que eles não cumpriram, melhorar as estradas, a conexão com a zona rural e levar água para o homem do campo”, enfatizou Neto, ressaltando que o bem-estar dos cidadãos deve sobrepor-se às disputas locais.
O candidato contrapôs sua postura ao modelo adotado pelas administrações petistas na Bahia. “Ao contrário do que fez 20 anos o meu adversário, principalmente agora nos últimos quatro, Jerônimo, que só deu espaço, vez, voz e moral aos prefeitos que estavam ao lado dele declarando apoio e voto, comigo vai ser diferente. Respeitarei a vontade do eleitor nos próximos dois anos, independentemente de o prefeito ter votado ou apoiado a minha candidatura. Nós vamos trabalhar com eles”, garantiu.
Indagado sobre como equilibrar essa abertura administrativa com o reconhecimento a aliados que sustentaram sua caminhada desde o primeiro momento — a exemplo de Breno de Dadá e do grupo oposicionista de Pombal —, Neto salientou que a correção com os parceiros históricos é inegociável. “Eu tenho uma coisa na minha vida que é a lealdade, a correção e o reconhecimento às pessoas que sempre estiveram ao meu lado e nunca largaram as nossas mãos. Eu vou ter que prestigiar, dar força e apoio político a essas pessoas em toda a Bahia. Graças a Deus, é possível você ter uma visão generosa e correta com os seus aliados e, ao mesmo tempo, conciliar o necessário trabalho institucional e as pontes com os prefeitos, deixando de lado a disputa eleitoral”, frisou.