Governador ressaltou que margem histórica obtida pelo PT no estado funcionou como barreira ao avanço da direita e prometeu mobilização diária de prefeitos.
Ainda na manhã desta segunda-feira (5), Jerônimo Rodrigues confirmou sua ida a Brasília ao lado dos senadores eleitos Rui Costa e Jaques Wagner para participar de reuniões estratégicas com o comando nacional da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A pauta prioritária é a coordenação de esforços nos estados onde a esquerda manteve ampla vantagem sobre o bolsonarismo.
Ao analisar o quadro apurado pelo TSE, que colocou Flávio Bolsonaro na dianteira nacional por uma margem de 4,1 milhões de votos, Jerônimo sustentou que a votação massiva da Bahia — onde Lula superou 65% dos votos válidos e abriu vantagem de mais de 2,4 milhões de sufrágios — evitou uma definição em primeiro turno favorável à oposição.
“Se não fosse a muralha democrática erguida pela Bahia e pelos estados do Nordeste, o país não teria chegado ao segundo turno. Nós garantimos essa sobrevida e agora vamos a Brasília sentar com o presidente para definir onde nossa equipe pode ajudar no país, sem descuidar da nossa base. A partir de amanhã, colocaremos prefeitos, vereadores e movimentos nas ruas para ampliar a margem de Lula”, pontuou o chefe do Executivo.
Jerônimo advertiu ainda para as consequências administrativas de uma eventual vitória adversária, lembrando as restrições orçamentárias enfrentadas pela Bahia durante os governos federais passados não alinhados ao PT.