O deputado federal Paulo Azi (União Brasil) criticou, neste domingo (25), a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) de determinar a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, em razão de problemas na operação do transporte público durante o segundo turno das eleições presidenciais. Para o parlamentar, a medida é “completamente desproporcional” e levanta questionamentos sobre a imparcialidade da Justiça Eleitoral baiana.
“É uma decisão completamente desproporcional, sem nenhuma razoabilidade. Houve questões operacionais no início da manhã, que foram solucionadas, e o transporte voltou a circular normalmente. Não existe justificativa para uma medida tão extrema. A Justiça Eleitoral precisa agir com equilíbrio, responsabilidade e imparcialidade”, afirmou Azi.
O deputado destacou que a operação dos ônibus foi prejudicada pela colocação de propaganda eleitoral irregular em dezenas de veículos por parte do Sindicato dos Rodoviários, entidade historicamente ligada ao PT. Segundo ele, a necessidade de retirada dos adesivos provocou dificuldades operacionais no início da manhã, mas a Prefeitura adotou providências para normalizar o serviço.
Paulo Azi também questionou o que considera uma diferença de tratamento da Justiça Eleitoral diante de outras denúncias de irregularidades registradas neste domingo. O parlamentar citou relatos de deputados aliados do PT que teriam feito campanha abertamente em seções eleitorais e de mesários que também teriam realizado manifestações político-partidárias em favor da legenda.
O parlamentar foi ainda mais contundente ao cobrar independência da Justiça Eleitoral em relação ao grupo político que governa a Bahia. “O TRE-BA não pode ser um puxadinho do ex-ministro Rui Costa, nem de qualquer grupo político. A Justiça Eleitoral tem a obrigação de ser isenta, imparcial e de tratar todos com o mesmo rigor”, declarou.
Por fim, Paulo Azi afirmou que a atuação da Justiça Eleitoral deve ser pautada pelo respeito à legislação, pela proporcionalidade das medidas e pela garantia dos direitos dos cidadãos. “A democracia exige instituições fortes, mas também exige instituições equilibradas e independentes. A Justiça Eleitoral não pode dar margem a qualquer suspeita de seletividade ou interferência política”, salientou.