Em votação em Salvador, ex-governador citou agressões ocorridas na campanha e afirmou que intimidação e preconceito formam a essência do grupo adversário
Ao ser indagado sobre a tensão e a hostilidade no ambiente político das últimas semanas, Rui Costa afirmou que a agressividade tem sido uma marca sistemática de apoiadores da extrema-direita. O ministro citou vídeos que divulgou recentemente em suas redes sociais documentando abusos e ataques cometidos durante o período eleitoral.
Rui refutou a justificativa de que a flexibilização do armamento sirva à legítima defesa:
“Sim, preocupa. Eu cheguei a postar no meu Instagram vários e vários episódios de violência. Essa é a característica, é a essência do bolsonarismo: é a violência. Eu vi um policial bolsonarista com a arma em punho agredir um menino adolescente de 14 ou 15 anos. O que está na alma desse povo é violência, é preconceito, é racismo. E portar arma para agredir os outros, não é para se defender. Essa conversa fiada… o porte de arma deles é para ameaçar e agredir o próximo. Agredindo comerciante, agredindo jornalista porque as perguntas não eram conforme eles gostariam de ouvir”.
O petista defendeu a apuração rigorosa de todas as denúncias de agressão contra profissionais de comunicação e cidadãos que manifestaram preferência partidária.