No Colégio Luiz Viana, ex-governador relembrou o isolamento orçamentário vivido nas gestões Temer e Bolsonaro e afirmou que interrupção da parceria federal com Lula seria um desastre para o Nordeste
O ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), apontou a sustentabilidade dos investimentos federais como um dos pontos mais críticos do segundo turno presidencial. Ao votar na manhã deste domingo (25) no Colégio Estadual Luiz Viana, em Brotas, o petista foi questionado sobre as consequências para a Bahia caso o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL), vença o pleito.
Rui ressaltou que a carteira de R$ 140 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no estado depende do alinhamento político com o Palácio do Planalto:
“Essa hipótese, se Deus quiser, não vai acontecer. Claro que preocupa. O governo Lula botou aqui no PAC R$ 140 bilhões de reais, o maior investimento da história. E eu governei três anos com o Temer e quatro anos com o Bolsonaro: um caos. Até recurso para UTI eu tive que ir ao STF para conseguir que eles pagassem o que a lei manda. Não é extra não, o que a lei manda ordinário, regular, eu tive que ir ao STF. Portanto, essa hipótese, não só para a Bahia, mas para o Nordeste inteiro, é assustadora, porque no conjunto seria um caos para o país do ponto de vista de gestão e de economia”.
O ex-governador reiterou que a continuidade de obras estruturantes de transporte, saneamento e saúde requer uma gestão federal comprometida com a cooperação federativa.