Em entrevista à rádio Piatã FM, senador eleito critica estratégia de ocultamento patrimonial na reta final da eleição e analisa a dinâmica do segundo turno.
O senador eleito Rui Costa avaliou o cenário político e os desafios do segundo turno das eleições presidenciais durante entrevista concedida à rádio Piatã FM nesta quinta-feira (22). O parlamentar detalhou as características de uma disputa polarizada e criticou a postura do adversário nos debates televisivos.
Ao analisar a dinâmica do pleito decisivo, Costa pontuou que o eleitor se vê diante de escolhas restritas. “Uma eleição de segundo turno é uma eleição que o eleitor […] não tem mais um leque onde ele pode escolher entre muitos a sua preferência pessoal, a sua identificação pessoal”, afirmou. Segundo o ex-governador, “você faz a escolha pelo que menos desagrada você”.
O senador eleito denunciou o que classificou como manobras protelatórias da oposição para evitar o confronto direto e a fiscalização pública de bens. “O Flávio, o presidente desafiou ele no debate da Band e já se passaram três dias […] do debate, e ele vem enrolando”, declarou Costa, acrescentando que o oponente busca ganhar tempo “para que a população não conheça o seu grande enriquecimento”.
Rui Costa reforçou as críticas ao histórico profissional e financeiro do adversário, apontando que a Polícia Federal já identificou irregularidades e contas no exterior. “Ele nunca trabalhou. O Lula está disposto a abrir conta dele, dos filhos […] O que ele tem são muitas empresas, muitos negócios”, destacou.
Para o parlamentar, o perigo central da candidatura opositora reside na ameaça aos direitos sociais e à estabilidade democrática do país. “O maior risco que se corre com ele […] não é ele continuar enriquecendo ilicitamente, mas é ele arrebentar o direito dos trabalhadores, arrebentar o direito das pessoas mais pobres e transformar o Brasil numa Argentina ou numa ditadura”, concluiu.