O ex-ministro Geddel Vieira Lima, uma das principais lideranças do MDB na Bahia, classificou como “ridículo” o desempenho eleitoral de integrantes do partido nas eleições deste domingo (4). Entre os nomes citados por ele está a ex-prefeita de Lauro de Freitas Moema Gramacho, que recebeu 5.373 votos na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados e não foi eleita.
“Figuras como Moema Gramacho e outros tiveram um desempenho ridículo”, escreveu Geddel ao responder a um comentário nas redes sociais sobre o resultado do MDB nas urnas.
A votação de Moema ocorreu em sua primeira disputa eleitoral desde que deixou o PT, partido ao qual esteve filiada por 46 anos, e ingressou no MDB. A ex-prefeita anunciou a mudança de legenda em abril deste ano.
MDB elege um deputado federal
O desempenho de Moema fez parte de um resultado abaixo das expectativas do MDB baiano na disputa pela Câmara. O partido elegeu apenas Ricardo Maia para uma das 39 cadeiras destinadas à Bahia.
A avaliação de Geddel ocorre em meio à redução da representação da legenda no Legislativo federal. O resultado também atingiu candidatos que receberam investimentos e foram apresentados como apostas do partido durante a campanha.
Na Assembleia Legislativa da Bahia, o MDB também perdeu espaço. Matheus Ferreira, filho do vice-governador Geraldo Júnior, não conseguiu renovar o mandato de deputado estadual. Ele havia sido eleito pela primeira vez em 2022 e terminou a atual disputa com pouco mais de 41 mil votos, ficando fora da nova composição da Alba.
Críticas à composição do partido
Ao comentar o resultado geral da legenda, Geddel não restringiu a avaliação a Moema Gramacho e afirmou que outros integrantes do MDB também tiveram desempenho abaixo do esperado, sem, contudo, citar os nomes.
A declaração foi publicada após a apuração das eleições, que definiu a nova composição das bancadas federal e estadual da Bahia.
O resultado deixa Ricardo Maia como único representante do MDB baiano na Câmara dos Deputados a partir de 2027. Na disputa proporcional, a distribuição das cadeiras considera o desempenho dos partidos, além da votação individual dos candidatos.