Em entrevista concedida à rádio CBN Salvador, o ex-ministro e presidente do PL na Bahia, João Roma, fez duras críticas à condução das obras de infraestrutura no estado e acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) de recorrer a “terrorismo eleitoral” na disputa política baiana.
Ao comentar sobre o projeto da Ponte Salvador-Itaparica, o ex-ministro ridicularizou a morosidade e a falta de entregas concretas do governo estadual. “A Ponte Salvador-Itaparica vai parar? Vai parar o quê? Ela já está parada há 20 anos, meu Deus. Nunca saiu do lugar. Foi o maior fiasco que submeteram o presidente deles, trazendo aqui dizendo que ia inaugurar uma ponte, chegou lá tinha um ‘armengue’ todo enferrujado, largado. É um absurdo realmente o que se vê“, disparou.
Roma também direcionou críticas ao estilo de gestão petista no estado, afirmando que o partido reproduz práticas que historicamente criticava. “O PT, que tanto criticava a política do ‘toma lá dá cá’, do coronelismo e por aí vai, hoje implanta o coronelismo 2.0. Pressionam as pessoas, impõem um terrorismo eleitoral e ficam tentando colocar que vai acabar programa social“, afirmou.
O dirigente partidário argumentou que, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, os valores dos benefícios assistenciais foram ampliados expressivamente. “Diferente deles, nós mais do que triplicamos o valor do Bolsa Família. Eles seguraram por sete meses os recursos do BPC, deixaram mães atípicas desesperadas aqui na Bahia, e só na boca da eleição liberaram. É muito triste ver esse grau de manipulação, especialmente em pequenas cidades onde as pessoas não têm alternativa de emprego e renda“, declarou.
Ao projetar o cenário econômico e político nacional, Roma defendeu o alinhamento da oposição e afirmou ter mantido conversas em Brasília com lideranças como ACM Neto para definir os rumos da oposição na Bahia.