Em coletiva de imprensa, prefeito de Salvador rechaçou narrativas de adversários sobre subsídios a fundo perdido na renovação da frota e frisou que operações de crédito são amortizadas pelos cofres municipais.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), rebateu enfaticamente as declarações de lideranças da oposição que o acusaram de omitir a participação do Governo Federal na aquisição dos novos ônibus entregues para o sistema de transporte coletivo da capital baiana. Durante atendimento a jornalistas nesta segunda-feira (21), no Centro de Convenções de Salvador, o chefe do Executivo municipal usou uma analogia do cotidiano para diferenciar financiamento bancário de repasse a fundo perdido, destacando a responsabilidade fiscal do município no pagamento das parcelas.
“Gente, ó meu irmão: quando você pega um dinheiro emprestado pra comprar geladeira, pra comprar um carro, uma casa, quem paga é o governo ou é você? É o banco ou é você? Não é você que paga?”, questionou Bruno Reis aos repórteres. O prefeito sublinhou que linhas de crédito contratadas junto a instituições financeiras — mesmo aquelas intermediadas ou autorizadas pela União, como operações via BNDES, Caixa ou programas federais — geram endividamento que recai exclusivamente sobre a administração municipal.
“Então, quem tá pagando é a prefeitura, com o dinheiro do cidadão soteropolitano! E isso foi dito lá com muita clareza”, disparou o gestor da capital.
A controvérsia ganhou força após governistas afirmarem que a renovação da frota com veículos climatizados e de padrão tecnológico menos poluente derivava de investimentos viabilizados pelo Novo PAC e por subsídios federais de mobilidade urbana. Bruno Reis, no entanto, reiterou que a capital baiana tem capacidade de endividamento própria e equilíbrio nas contas públicas justamente para honrar os financiamentos com recursos arrecadados dos impostos locais, sem receber as frotas como doação federal.