Ex-prefeito relembrou vitória de 2012 na capital e citou paralisação de grandes obras para rebater pressão sobre alinhamento partidário.
Ao responder sobre pressões eleitorais ligadas ao voto casado entre governador e presidente da República, ACM Neto (União Brasil) rechaçou a tese de alinhamento obrigatório. A fala ocorreu nesta terça-feira (18), durante a inauguração do seu comitê central, na Avenida ACM, em Salvador.
Neto relembrou a eleição municipal de 2012 como prova prática de que a autonomia administrativa traz resultados. “Eles acham que podem tutelar a vontade do eleitor. É aquele mesmo discurso da vida toda, da ameaça. Em 2012, eu acabei com isso em Salvador, porque a gente mostrou que era possível ter um prefeito que não fosse do mesmo partido do governador ou da então presidente da República, e que pudesse transformar a cidade como nós fizemos”, destacou.
O ex-prefeito criticou as promessas de campanha da gestão petista que não saíram do papel. “A essa altura do campeonato, em pleno ano de 2026, com a comunicação tão aberta, achar que vai amedrontar ou coagir o eleitor não existe. Jerônimo se elegeu dizendo que ser do mesmo partido do governador e do presidente resolveria todos os problemas. Não resolveu! Tá aí, inclusive os problemas federais na Bahia. Tá lá o buracão, a cratera do Jero, tá aí a ponte Salvador-Itaparica, essa mentira, a situação das nossas rodovias… Enfim, as principais promessas não cumpridas. O eleitor cansou disso e agora tá ligado”, disparou.