Em Salvador, presidente nacional do PT defende legado de Lula, projeta quarto mandato focado em transição energética e rechaça ataques da oposição
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, adotou um tom incisivo nesta quarta-feira (15) ao rebater investidas da oposição durante ato em Cajazeiras, Salvador. Ao ser interpelado sobre críticas e alianças de adversários no plano nacional, o dirigente partidário mirou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL) e cobrou do parlamentar explicações públicas sobre suas próprias relações políticas.
“Eu penso que o Flávio tem que se explicar, né? Isso é um problema dele. As amizades dele, com quem ele anda, com quem ele constrói relação política é um problema dele. É um problema dele, e que ele tem que explicar ao povo brasileiro e aos eleitores dele”, disparou o presidente do PT durante a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) e lançamento do Comitê Popular de Luta. Edinho minimizou as movimentações da oposição e garantiu que o bloco governista focará em apresentar resultados concretos à população. “Do nosso lado, nós vamos construir a nossa campanha”, emendou.
O presidente petista aproveitou a agenda em Salvador para pautar a comparação histórica entre os modelos de gestão e traçar os rumos da pré-campanha presidencial. Segundo Edinho Silva, o governo Lula consolidou melhorias sensíveis nos indicadores sociais do país, o que servirá de vitrine eleitoral. “O presidente Lula realizou, está realizando o governo mais exitoso da história brasileira. Um governo que está mudando a vida do povo brasileiro. E nós queremos debater esse governo, comparar esse governo com o governo Bolsonaro e, claro, discutir o futuro”, afirmou.
Ao projetar o cenário pós-eleições de 2026, Edinho defendeu que um eventual quarto mandato de Lula terá como foco o desenvolvimento industrial sustentável e a qualificação de serviços essenciais. “O quarto mandato do presidente Lula será um mandato de legado, onde nós deixaremos um projeto para o Brasil de defesa das nossas riquezas naturais, que as nossas riquezas naturais signifiquem modernização da nossa indústria, modernização do nosso parque produtivo, geração de empregos de qualidade para a nossa juventude, que a gente possa debater transição energética, que a gente possa debater universalização da educação integral, universalização do direito à creche”, concluiu o dirigente.