Ao garantir que manterá o projeto de reeleição, parlamentar baiano ironizou suspeitas de enriquecimento e relembrou recorde de votos após ser alvo da PF em 2018.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) assegurou formalmente, nesta quinta-feira (18), que sua pré-candidatura à reeleição para o Senado Federal nas próximas eleições está integralmente mantida. Falando de Salvador à BandNews TV poucas horas após a Polícia Federal deflagrar buscas contra seu entorno familiar, o parlamentar negou possuir blindagem empresarial e enfatizou a simplicidade de suas posses para desconstruir as teses de recebimento de propinas milionárias.
O petista ironizou as acusações de ocultação patrimonial vinculadas à investigação da “Emenda Master”. “Olha, Jota, eu só tenho CPF, não tenho empresa, não tenho nada. Eu tenho um apartmento, que é o apartamento que eu moro, e meu sítio lá em Andaraí. Esse é o meu patrimônio e tá declarado no imposto de renda”, elencou Wagner, cravando na sequência: “Então minha candidatura se mantém”.
Para reforçar sua resiliência eleitoral diante do eleitorado baiano, o líder governista trouxe à tona o precedente histórico de 2018. Na ocasião, o petista também foi alvo de uma medida de busca e apreensão da PF relacionada a supostos desvios nas obras da Arena Fonte Nova, em plena pré-campanha.
“Em 2018, quando eu também fui candidato ao Senado, teve uma busca e apreensão na minha casa por conta da Fonte Nova, em 18 de fevereiro. Dessa vez foi em junho. Eu fui candidato, mantive minha candidatura e fui o senador mais bem votado da história da Bahia”, relembrou o ex-governador, indicando que a estratégia política contra os desgastes da operação repetirá a mesma fórmula de enfrentamento de outrora. “Não tô dizendo que isso vai se repetir, mas eu não tenho por que retirar minha candidatura”, concluiu.
