Líder do governo no Senado minimizou riscos de isolamento político e destacou telefonema de solidariedade enviado pelo chefe do Executivo após buscas.
Em entrevista exclusiva à BandNews TV nesta quinta-feira (18), em Salvador, o senador Jaques Wagner (PT-BA) afastou os rumores de que o Palácio do Planalto planeja isolá-lo politicamente após ele se tornar o principal alvo da Operação Compliance Zero. O parlamentar revelou ter recebido um telefonema direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e usou o histórico de superação do próprio mandatário nacional para sinalizar que o episódio de hoje não inviabilizará seu futuro institucional.
Wagner demonstrou convicção na permanência no cargo de articulação política no Congresso e ressaltou que sua sustentação decorre de uma relação de lealdade mútua de décadas. “A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje, e não acho, sinceramente, muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem, pela confiança que ele tem em mim”, afirmou o senador.
Durante a declaração, o petista fez questão de traçar um paralelo direto entre o constrangimento público provocado pelos mandados de busca e apreensão cumpridos em seus endereços com o período em que Lula enfrentou o cárcere na esteira da Operação Lava Jato. Para Wagner, o desfecho das urnas serve como o principal aval de reabilitação.
“Fez questão de me ligar, se solidarizar comigo, e ele que já teve problemas até maiores do que esse, como eu tive, mas ele muito pior, que foi preso, depois inocentado e tá aí como presidente da República”, disparou o ex-governador baiano, pontuando que o cenário jurídico não afetará a condução das pautas governistas sob seu comando.
