O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), responsabilizou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) pelos indicadores educacionais do estado e afirmou que a rede pública baiana não apresentou os avanços esperados após anos de gestão petista na área. As declarações foram dadas nesta terça-feira (2), durante participação no Fórum SOS Bahia.
Ao comentar a situação da educação no estado, ACM Neto destacou o histórico de Jerônimo à frente da Secretaria da Educação antes de assumir o Palácio de Ondina e afirmou que os resultados atuais devem ser associados à atuação do governador no setor.
“A gente não pode deixar de apontar a clara responsabilidade do governador em tudo isso, afinal de contas, ele foi secretário de Educação, ele é professor, ele utilizou da bandeira da educação para se promover politicamente”, disse.
O ex-prefeito retomou críticas feitas após a disputa eleitoral de 2022 e argumentou que, apesar dos investimentos em infraestrutura escolar, os avanços na aprendizagem dos estudantes não acompanharam o volume de obras realizadas pelo governo estadual.
“O que nós temos hoje são algumas escolas novas, resultado de obras começadas no governo anterior. É importante destacar, óbvio: estrutura é fundamental. Ter escola bonita, bem equipada, com biblioteca, ar-condicionado, tudo isso é muito importante, mas essa escola tem que ensinar, não adianta só a obra física se o aluno não aprende”, afirmou o ex-prefeito.
Segundo ACM Neto, os resultados educacionais da Bahia continuam abaixo do esperado quando comparados aos de outros estados brasileiros, especialmente em disciplinas consideradas essenciais para a formação dos estudantes.
“Estamos entre as piores posições do Brasil em qualidade de ensino. Quando você olha o aprendizado de português e matemática, que são as duas matérias base da formação, a Bahia também ocupa as últimas posições”, completou ACM Neto.
Durante o evento, o pré-candidato também defendeu mudanças no modelo educacional, com a ampliação de ferramentas tecnológicas e a modernização da oferta de cursos profissionalizantes. Para ele, a escola precisa incorporar novos mecanismos de aprendizagem e estar mais conectada às demandas do mercado de trabalho para aumentar o interesse e a permanência dos alunos na rede de ensino.
“Não é apenas com conteúdo formal, com as disciplinas regulares que isso vai acontecer. Hoje, nós temos muitas ferramentas tecnológicas que podem ajudar, temos o ensino profissionalizantes com cursos que têm que ser atualizados com as demandas do mercado de trabalho”, concluiu.
