Salvador, 25/03/2026 20:38

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Henrique Carballal projeta liderança da Bahia em minerais estratégicos e tecnologias futuras

Foto: PAOP
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O presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, Henrique Carballal, apresentou nesta quarta-feira (25), durante a International Brazil Energy Meeting (iBEM), um panorama ambicioso para o setor mineral baiano. Carballal destacou que, sob a gestão do governador Jerônimo Rodrigues, a Bahia avançou de nenhum requerimento para 61 áreas de terras raras identificadas, consolidando o estado como detentor das melhores reservas desses minerais críticos no Brasil — essenciais para chips, supercondutores e ímãs de alta potência.

“Terra rara não é nem terra e nem rara. São 17 elementos químicos metálicos que requerem tecnologia para extrair e purificar. A Bahia está preparada, o governador nos cobrou e temos 61 áreas em condições de desenvolvimento de uma mina com perfil industrial. O mundo viverá uma nova revolução tecnológica associada à inteligência artificial e à computação quântica, e as terras raras garantem essa funcionalidade”, explicou Carballal.

Além das terras raras, o presidente da CBPM anunciou marcos operacionais imediatos, como a abertura, prevista para esta quinta-feira (26), do primeiro túnel de uma rede de 300 quilômetros para produção de níquel sulfetado em Itagibá. A iniciativa da Atlantic Nickel deve estender a vida útil da mina em pelo menos 30 anos.

Outro destaque foi o projeto em Belmonte, que abrigará a primeira fábrica de vidro solar fora da China, utilizando sílica de altíssima pureza da região para verticalizar a produção de painéis fotovoltaicos no estado.

“Nós temos a única mina de produção de vanádio da América Latina (em Maracás), temos grafita, níquel, cobre e cobalto. O nosso diálogo é altivo: não vamos aceitar uma lógica colonizadora. Queremos o desenvolvimento de uma mineração inclusiva e sustentável, que garanta o desenvolvimento econômico vertical no estado da Bahia”, pontuou Carballal, reforçando que o estado já é o primeiro do país em diversidade mineral.

O dirigente também tranquilizou o setor sobre a segurança da legislação minerária brasileira, destacando que minerais como urânio e plutônio são monopólio da União e que o controle sobre grandes volumes de minério é rigoroso. Segundo ele, isso garante que a riqueza mineral baiana seja convertida em ativos estratégicos para a transição energética global, sem risco de desvios.

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