O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), poderá ser recebido na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) caso decida se afastar do grupo político ligado ao ex-prefeito ACM Neto (União Brasil).
A declaração foi dada após questionamento sobre uma possível ruptura de Muniz com a base do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e a hipótese de aproximação com o grupo governista na Bahia.
Segundo Wagner, ainda não houve conversa direta com o vereador, mas ele disse manter boa relação com o presidente da Câmara e afirmou que o grupo governista está aberto a novos aliados.
“Olha, eu tenho uma relação muito boa com o vereador Muniz, atual presidente da Câmara dos Vereadores, até porque ele foi eleito na chapa com o Geraldo Júnior. Era vice, quando o Geraldo Júnior veio para cá, ele assumiu. Eu vi que ele saiu do PSDB, mas eu estou desde cedo, que eu estava aqui no interior, agora aqui em Cândido do Salles, estava em Condeúba, não tive ainda nenhuma conversa com ele, mas eu digo sempre quem quer. Esperar na política, tem que juntar. Não pode se escapar fora. Então, se ele saiu de lá, tem interesse de integrar o grupo, seguramente, será bem recebido aqui”, afirmou o senador.
Muniz assumiu a presidência da Câmara após a saída de Geraldo Júnior, que deixou o posto ao ser eleito vice-governador na chapa de Jerônimo Rodrigues em 2022.
BR-116
Durante agenda no interior da Bahia, em Cândido Sales, Wagner também comentou a situação da BR-116 e defendeu a duplicação da rodovia, considerada um dos principais corredores logísticos do país.
Segundo o senador, o contrato de concessão anterior foi encerrado e o governo federal prepara um novo processo de licitação para viabilizar as obras.
“Olha, na verdade, já há muito tempo que eu brigo, porque o fluxo da BR-116 é muito grande e não tem sentido você ter uma pista que não seja duplicada. Infelizmente, foi feita a primeira concessão, concessionaram, metendo os pés para o Senado. Pela irmão não conseguiu fazer um serviço à altura. O Ministério de Transporte, o Ministro Renan Filho, rompeu esse contrato. Nesse momento, é o DNIT que está assumindo, temporário e provisoriamente, mas a gente vai fazer outra licitação e a ideia é, efetivamente, duplicar essa estrada toda. Afinal de contas, a BR-116 vem do sul do país até o norte do país e um bom trecho dela, pelo tamanho do nosso estado, passa pelo estado da Bahia. Então, a 324 é duplicada, nós estamos fazendo o anel em torno de Feira de Santana, tem um trecho até o Paraguaçu já duplicado e o primeiro movimento é duplicar até a vitória da conquista, mas depois vai ser inevitável duplicar ela inteira. Contem com a gente para esse trabalho”, afirmou Wagner.
