Salvador, 11/03/2026 23:03

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Luciano Ribeiro defende ACM Neto e critica governo: “um governador ‘meia-boca'”

Foto: PAOP
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O deputado estadual Luciano Ribeiro (União) saiu em defesa de ACM Neto nesta quarta-feira (11), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), após a divulgação de um relatório do Coaf que aponta repasses de R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag Investimentos a uma empresa de consultoria do ex-prefeito. Para o parlamentar, as movimentações financeiras são fruto de serviços privados lícitos realizados enquanto Neto não ocupava cargo público.

“Quando você quer cuidar da sua vida e trabalhar direito, você faz contratos, presta serviços, recebe a remuneração e paga impostos. Foi esse caminho que ACM Neto prosseguiu”, afirmou Ribeiro.

O deputado classificou a exposição dos dados como um “vazamento seletivo” com motivações eleitorais, visando atingir o pré-candidato ao governo em um momento de desgaste da atual gestão estadual. Luciano Ribeiro argumentou que, em vésperas de eleição, o grupo governista tenta criar narrativas para confundir a população diante de um desejo de mudança. “A gente sabe que em ano de eleição, com o pulsar das urnas, os ânimos se exaltam daqueles que estão no poder e querem desviar a atenção para outros temas que não são importantes”, pontuou.

Ribeiro aproveitou a ocasião para subir o tom contra o governador Jerônimo Rodrigues, utilizando uma fala atribuída ao senador Jaques Wagner para ironizar o desempenho do atual chefe do Executivo. “Nosso objetivo mesmo é discutir a Bahia, o que o próprio Jaques Wagner disse: que ele é um governador mediano, que na linguagem popular é um governador ‘meia-boca'”, disparou o parlamentar, contrastando a gestão petista com a “capacidade técnica” de ACM Neto.

Ao encerrar sua fala, Luciano Ribeiro reforçou que ACM Neto já colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição das autoridades e que a prestação de serviços às instituições financeiras ocorreu de forma transparente, com contratos encerrados no início de 2024. “O ACM Neto está à disposição. Ele não cometeu nenhuma irregularidade em uma instituição onde, naquela época, não havia nenhuma suspeita”, concluiu o deputado.

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