Salvador, 06/03/2026 21:08

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Em Ipiaú, ACM Neto critica possível retirada do MDB da chapa governista e fala em “traição política”

Foto: Divulgação
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O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), comentou nesta sexta-feira (6) as especulações sobre a possível retirada do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) da chapa majoritária liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026. A declaração foi dada durante entrevista à imprensa em um evento realizado no município de Ipiaú, no interior do estado.

Ao abordar o tema, Neto afirmou que a definição sobre a composição da chapa governista cabe aos partidos que integram o grupo político do governador, mas ressaltou a relevância histórica do MDB no processo eleitoral de 2022. “A decisão da chapa deles cabe a eles, eu não vou opinar isso, mas eu não posso deixar de reconhecer, como fiz a pouco, que o MDB foi um partido que teve importância decisiva da eleição em 2022 para levar Jerônimo Rodrigues ao Governo do Estado. Foi um partido que acabou contribuindo naquele momento para a vitória do PT”.

Durante a entrevista, o ex-prefeito também destacou a trajetória política do MDB e afirmou que o partido tem papel relevante no cenário político nacional e estadual. Segundo ele, o tratamento dado atualmente à legenda dentro da base governista demonstra falta de reconhecimento. “O MDB é um partido com importante representação nacional, com história política da Bahia, e que nesse momento está sendo desconsiderado pelo PT e por Jerônimo”.

ACM Neto ainda criticou a possibilidade de o partido perder espaço na chapa majoritária, classificando a situação como um eventual gesto de deslealdade política. “O que vai acontecer eu não sei. Agora, se ele realmente tirarem o MDB da chapa, é mais uma demonstração de que eles não têm consideração e respeito pelas pessoas que sempre os ajudaram. Já fizeram isso com o senador Angelo Coronel, agora talvez possam fazer com o MDB”.

Por fim, o ex-prefeito afirmou que a decisão caberá exclusivamente ao grupo governista, mas reforçou suas críticas ao que classificou como postura centralizadora do partido adversário. “Aí é uma decisão que cabe a eles, mas que eu considero que seria mais uma traição política por parte do PT, que é sedento por poder. Eles querem todo o poder pra eles, como se fossem donos do estado”.

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