O candidato ao Senado Rui Costa (PT) criticou o adversário João Roma (PL) e afirmou que o ex-ministro de Jair Bolsonaro estaria “escondendo” seu candidato à Presidência nos programas eleitorais. A declaração foi dada nesta quinta-feira (17), durante entrevista, ao comentar a campanha de Roma e a relação política com o candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro.
Rui começou classificando os argumentos apresentados pelo adversário como “pobres”, mas disse que sua crítica era política, e não pessoal.
“Eu acho a pobreza de argumento dele, só isso. É muito pobre. Aliás, ele é pobre em argumentos, em ideias. Eu estou fazendo uma crítica em política, eu não estou fazendo uma crítica pessoal.”
Na sequência, Rui questionou a forma como Roma estaria apresentando sua candidatura na propaganda eleitoral.
“Basta você olhar na televisão. Liga a TV aí, vê se você vê no programa dele, nos comerciais, o candidato a presidente dele.”
Segundo Rui, Roma, por ser presidente estadual do PL e ter ocupado o cargo de ministro no governo Bolsonaro, deveria apresentar de forma explícita seu candidato à Presidência.
“Ele é presidente do PL na Bahia, ele foi ministro do Bolsonaro e ele está escondendo o Bolsonaro na televisão.”
Rui afirmou que a crítica está relacionada ao direito do eleitor de conhecer as alianças políticas dos candidatos.
“Você que está me assistindo, me ouvindo no rádio, você acha: qual é a sua opinião? Você tem o direito de saber quem é o meu candidato à Presidência da República? Tem.”
O petista também citou sua própria candidatura para defender o que considera transparência eleitoral.
“Eu tenho obrigação como candidato de lhe informar qual é o meu candidato a presidente. O eleitor tem o direito de saber: meu candidato a presidente chama-se Lula. O eleitor tem o direito de saber quem é o meu candidato a governador: chama-se Jerônimo Rodrigues.”
Rui ressaltou, porém, que a escolha final cabe ao eleitor.
“Se o eleitor vai seguir a minha opinião ou não, é a decisão do eleitor. Mas é direito dele. Não é direito meu tentar enganar o eleitor.”
Na avaliação do candidato, a associação entre as candidaturas deveria ser apresentada de maneira clara ao eleitor.
“O candidato não pode tentar enganar o eleitor, mentir para o eleitor. O candidato não pode tentar induzir o eleitor ao erro, botando embaixo do cobertor, escondendo quem é o candidato.”
Rui afirmou ainda que, na sua avaliação, o candidato à Presidência apoiado por Roma é Flávio Bolsonaro.
“O candidato a presidente dele chama-se Flávio. Votar em Flávio Bolsonaro.”
Ao final, Rui voltou a defender que o eleitor considere as alianças entre candidatos ao definir seu voto para o Senado.
“Quem quer votar em Lula tem que votar nos senadores que vão ajudar o Lula. Quem vai votar em Flávio Bolsonaro vota nos senadores que vão ajudar Flávio Bolsonaro.”
E concluiu:
“O eleitor tem direito. Se o eleitor quiser misturar também, é uma opção do eleitor. Mas você não pode mentir para o eleitor. Você não pode cometer estelionato eleitoral. É obrigação minha como candidato ser transparente com o eleitor. Quem não é, na minha opinião, está tentando enganar.”