O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), confirmou que participará das comemorações da Independência da Bahia, no próximo dia 2 de Julho, em Salvador. Em entrevista à rádio CBN nesta terça-feira (30), o mineiro afirmou que permanecerá no estado por três dias e projetou que a eleição de 2026 resultará na escolha de um governador alinhado à direita, sem mencionar nominalmente o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), principal nome da oposição ao governo estadual.
Durante a entrevista, Zema confirmou a agenda na capital baiana e afirmou que pretende acompanhar as celebrações do 2 de Julho, uma das principais datas cívicas do estado.
“Estarei aí. Vou embarcar para Salvador amanhã, dia primeiro. Amanhã à noite eu já estarei aí e vou estar dia dois e também dia três. Vai ser um prazer estar visitando esse estado que é tão acolhedor, que eu já conheço pela minha vida de empresário”, declarou.
Ao comentar o cenário político baiano, o governador mineiro disse acreditar que o eleitorado escolherá um nome de direita para comandar o estado a partir de 2027. Embora não tenha citado ACM Neto, Zema afirmou que apoiará um candidato identificado com esse campo político.
“Tenho certeza que nós vamos ter uma eleição na Bahia que vai eleger um governador do bem. Eu estarei dando o meu apoio”, afirmou.
Na sequência, o pré-candidato à Presidência também disse acreditar que a Bahia acompanhará o movimento de fortalecimento da direita no país e voltou a direcionar críticas ao cenário político nacional e às instituições federais.
“A Bahia também, eu tenho certeza, já está guiando a direita para poder acabar com essa farra dos intocáveis que nós estamos assistindo lá em Brasília. O brasileiro está cansado. O Brasil não é um país fracassado. O Brasil é, sim, um país roubado e nós vamos acabar com essa farra dos intocáveis”, declarou.
A passagem de Zema por Salvador ocorre em meio à intensificação das articulações da oposição para as eleições de 2026. A participação nas celebrações do 2 de Julho também faz parte da estratégia do governador mineiro de ampliar sua presença política no Nordeste, região considerada decisiva para a disputa presidencial.
