Salvador, 30/10/2026 15:15

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Yuri Almeida avalia papel da mobilização digital nas eleições de 2026: “Voltamos a fazer o básico”

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Em entrevista ao Boa Tarde, Bahia, da Band, especialista em comunicação digital deu nota 7,8 para estratégia de engajamento e comparou ações a “grande gincana”

Em entrevista ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band Bahia, nesta sexta-feira (30), o especialista em comunicação digital Yuri Almeida avaliou o impacto das mobilizações digitais no processo eleitoral de 2026.

Para Yuri, as estratégias de engajamento resgataram um elemento fundamental da política tradicional. Em uma escala de zero a dez, ele atribuiu nota 7,8 para o papel dessas mobilizações.

“Essas mobilizações resgataram justamente aquilo que é básico na política, sobretudo você que vem de um grande município baiano, que sabe que é a política que é feita nas ruas, nos bares, nas igrejas, nas associações”, afirmou.

Segundo o especialista, apesar da expectativa de que a inteligência artificial fosse a grande promessa deste ciclo eleitoral, o pleito se encerrou com a mobilização como principal diferencial.

“Até então, se você for lembrar, a gente até falou da outra vez que eu vim, que a grande promessa do processo eleitoral seria a inteligência artificial, e nós fechamos o processo eleitoral de 2026 voltando a discutir que o grande diferencial da campanha foi justamente o processo de mobilização”, disse.

Yuri destacou que a estratégia consiste em oferecer ao eleitor uma causa e uma comunidade para participar, exercendo o direito democrático de forma ativa, por meio de missões simples.

Ao citar exemplos, ele mencionou as ações lideradas pelo deputado federal André Janones com o “Exército do Lula”, e pela chamada “tropa do Flávio”. Para ele, as iniciativas funcionaram como uma gincana digital.

“O que o Janones fez, a tropa do Flávio fez, foi na verdade uma grande gincana. Um ‘poste foto do Brasil, curta, comente, explode, ninguém dorme’. Mas isso é o básico da política, que é mobilizar as pessoas”, analisou.

O especialista comparou o comportamento atual nas redes sociais a práticas tradicionais de campanha, como colocar bandeira na porta de casa ou adesivar o carro.

“E agora esse espaço privilegiado do cidadão manifestar a sua opinião, defender um candidato, é justamente nas redes sociais, adesivando o perfil, participando de grupo, seguindo candidato e cumprindo missões. É algo básico, mas que parece que a gente se esqueceu um pouco e agora voltamos a fazer o básico”, concluiu.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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