O senador Jaques Wagner (PT) defendeu que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno priorize reuniões de pequeno porte e conversas com eleitores, em vez de grandes atos públicos. Em entrevista à rádio Piatã FM nesta sexta-feira (9), o petista também questionou a atuação política do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial.
“Na minha opinião, não . Eu acho que era melhor fazer reuniões de 50, de 100 e fazer convencimento às pessoas de que o Lula é incomparavelmente”, afirmou Wagner.
Ao comparar os dois candidatos, o senador disse que Lula tem uma trajetória de serviços prestados ao país e cobrou do adversário realizações que, em sua avaliação, justifiquem a candidatura à Presidência.
“Qual o serviço prestado que Flávio tem ao Brasil? Eu não conheço. E o Lula tem serviço prestado demais”, declarou.
Wagner também fez críticas ao grupo político ligado a Flávio Bolsonaro e questionou seu compromisso com valores democráticos.
“Eles são uma turma que não tem muita paixão por liberdade e por democracia”, disse.
Na sequência, o petista mencionou os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 e afirmou que, na avaliação dele, o grupo adversário teria interesse em fechar o Congresso.
A eleição presidencial será decidida no segundo turno, marcado para 25 de outubro. A estratégia defendida por Wagner busca ampliar o apoio a Lula por meio de conversas diretas com eleitores durante a campanha.
Nota de edição: a primeira declaração termina de forma incompleta no material enviado (“de que o Lula é incomparavelmente”). Mantive a fala sem completar o trecho para não alterar a citação original. Vale conferir o áudio da entrevista antes da publicação.