Durante sabatina, senador relatou encontro com evangélicos e condenou pastores que tentam direcionar o voto dos fiéis.
O uso das igrejas como palanque eleitoral foi alvo de críticas contundentes do senador Jaques Wagner (PT). Na manhã desta quarta-feira (16), em Salvador, o candidato à reeleição alertou para os riscos de confundir orientação espiritual com curral eleitoral.
Relatando uma reunião recente ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) com lideranças evangélicas aliadas, Wagner demarcou a diferença entre as duas esferas. “Tem havido no Brasil uma mistura entre religião e política que é muito ruim. Péssimo. Religião é uma coisa que diz respeito à fé, e a política é uma coisa dos homens e mulheres”, pontuou.
Evocando sua própria vivência, o senador judeu foi taxativo sobre os limites da liderança religiosa. “Alguns ficam tentando dizer: ‘o pastor orienta religiosamente, na minha opinião, não tem que orientar politicamente’. Eu nunca peguei um rabino para me dizer em quem que eu tenho que votar”, sentenciou.