Senador afirmou que a elite brasileira sempre foi contra os benefícios aos mais pobres, usando o pânico econômico como cortina de fumaça.
Ao comentar a resistência de setores empresariais ao fim da jornada de trabalho de seis dias por um de descanso (escala 6×1), o senador Jaques Wagner (PT) traçou um paralelo com os discursos do passado contra a abolição da escravatura e a criação do salário mínimo.
“Historicamente, a chamada elite brasileira, ou seja, os mais ricos […] sempre tiveram aversão, sempre foram contra a prosperidade das pessoas mais simples”, declarou o senador em Salvador. Ele relembrou que o Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão sob a justificativa de que a medida quebraria o país — o que não aconteceu.
“Agora com o projeto de acabar com seis por um, a mesma coisa. […] Quem criou o fim da 6×1 não foi Lula, foi um balconista de farmácia do Rio de Janeiro que não aguentava trabalhar de domingo a domingo e não ter tempo de atender sua família”, relembrou Wagner. Segundo ele, pautar benefícios para os trabalhadores não acaba com o país, mas cria uma “economia de mercado onde tem dinheiro no bolso das pessoas”.